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Sessão 2


São objectivos desta sessão:
• Perceber a estrutura e os conceitos implicados na construção do Modelo de Auto Avaliação das Bibliotecas Escolares.
• Entender os factores críticos de sucesso inerentes à sua aplicação.

1ª parte da tarefa - Faça uma análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, tendo em conta os seguintes aspectos:
- O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria de melhoria. Conceitos implicados.
- Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as bibliotecas escolares.
- Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.
- Integração/ Aplicação à realidade da escola.
- Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação.
Recorra, quando julgar oportuno, à informação disponibilizada, citando-a.

Trabalho realizado

2ª parte da tarefa - Seleccione o contributo de um dos colegas e faça um comentário fundamentado à análise efectuada.

Comentário ao trabalho da colega Fernanda Carvalho
Olá Fernanda.
Considero que fizeste uma análise muito cuidada e que nos conduz a conhecimentos e modos diferentes de interpretar a realidade com que nos deparamos no dia-a-dia.
Como conceitos principais do Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares pactuo com todos os teus pontos. Considero, no entanto, que a exequibilidade da aplicação do modelo e a integração nas práticas de gestão da equipa da biblioteca devem ser feitas não como uma sobrecarga de trabalho, mas como uma prática constante no funcionamento da Biblioteca Escolar.
Quanto à questão da pertinência do modelo penso, como tu, que vai contribuir para que se caminhe no sentido da qualidade e da melhoria e que vai permitir que a escola interiorize a Biblioteca Escolar como um parceiro fundamental na aquisição de competências.
Relativamente à estruturação do modelo, concordo quando referes que os domínios são cruciais ao desenvolvimento e qualidade das Bibliotecas Escolares. O facto de sugerir acções de melhoria e ser acompanhado de instrumentos de recolha de evidências, torna-o mais exequível.
O professor bibliotecário é um elemento fundamental para toda a dinâmica de uma biblioteca. Neste ponto referes competências importantes com as quais concordo mas acrescento a paixão, o entusiasmo, o optimismo e a energia.
O teu trabalho ajudou-me a “desvendar” um pouco mais o modelo de auto-avaliação. Sabemos que por vezes, a barreira que separa a teoria da prática é imensa, por isso há que “pôr mãos à obra”.
Continuação de bom trabalho.
Sandra Soares

Comentário da colega Clara Neiva ao meu trabalho
Escolhi o teu trabalho, porque gostei muito da forma sintética como conseguiste abordar todos os itens propostos. De uma forma bastante objectiva, referiste as ideias - chave que no conjunto definem este modelo.
Concordo plenamente contigo quando referes que:
- “este modelo proporciona às Bibliotecas Escolares um instrumento pedagógico e de melhoria continua que permite avaliar o trabalho e o impacto deste no funcionamento da escola e no sucesso escolar dos alunos, bem como detectar os seus pontos fracos, para que possam ser delineadas estratégias e acções de melhoria”. Na realidade só se pode conceber um modelo de auto avaliação com estes propósitos, uma vez que a Biblioteca desempenha cada vez mais um papel importantíssimo nas aprendizagens dos alunos, papel esse que ainda não é reconhecido por todos.
-“ este modelo tem o mérito de ser comum a todas as BEs e ser reflexivo”. Apesar de ser um modelo que se pode adaptar às realidades das escolas, a sua estrutura é comum a todas as escolas e permite como referes de uma forma uniforme avaliar o impacto que as práticas das bibliotecas no contexto escolar.
- “um dos constrangimentos na implementação do modelo prende-se, na minha opinião, com a necessidade de envolver e implicar toda a escola”. Sou da tua opinião. No ano transacto apliquei o modelo no domínio A – Apoio ao desenvolvimento Curricular”, e apesar da boa vontade de todos, ainda não existe o hábito de formalmente articular com a BE. Neste contexto, o trabalho colaborativo com todas as estruturas da escola para a implementação do modelo é fundamental.
- “O Professor bibliotecário, conforme se refere no artigo de Eisenberg e Miller10, deve possuir, aliadas à paixão, ao entusiasmo, ao optimismo, à energia, duas competências para uma boa gestão da biblioteca escolar: pensamento estratégico e planeamento estratégico”. Esta frase sintetiza as competências do professor bibliotecário. Pois para além da paixão, optimismo e energia, o professor bibliotecário tem de ser capaz de diagnosticar os pontos fortes e fracos, para implementar um plano de melhoria.
Para terminar este pequeno apontamento, também considero que sucesso deste modelo depende muito do trabalho colaborativo, do envolvimento de toda a comunidade educativa.
Continuação de bom trabalho
Clara Neiva