Sessão 1


São objectivos desta sessão:
- Definir e entender o conceito de biblioteca escolar no contexto da mudança.
- Perspectivar práticas adequadas a estes novos contextos. Entender o valor e o papel da avaliação na gestão da mudança.

1ª parte da tarefa - Partindo da leitura dos textos fornecidos e do conhecimento da biblioteca escolar que dirige, perspective a sua situação identificando pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças e desafios principais que o professor bibliotecário e a biblioteca escolar enfrentam no contexto da mudança. Para a realização deste trabalho deve usar a tabela matriz disponibilizada neste bloco, que colocará no respectivo fórum. Às áreas a ser objecto de análise encontram-se elencadas na coluna da esquerda da tabela.


2ª parte da tarefa – Seleccione o contributo de um dos colegas e faça um comentário fundamentado à análise efectuada, respondendo no mesmo fórum ao contributo que seleccionou.

Comentário ao trabalho da colega Clara Neiva
Olá Clara.
Escolhi um trabalho ao que acabou por ser o teu.
Após uma leitura inicial percebi que, no geral, focamos aspectos muito semelhantes, percebendo-se que as realidades em que trabalhamos e os problemas com que nos deparamos são semelhantes.
Em relação às competências do professor bibliotecário partilhamos de opiniões comuns, ou seja, em termos gerais cabe ao professor bibliotecário mostrar a missão da biblioteca escolar e mostrar que é possível disponibilizar recursos e que estes são úteis para se efectuarem aprendizagens, construir conhecimento, apoiar as tecnologias contribuindo para a sua utilização e integração nas práticas lectivas.
Como ameaça referes a falta de compreensão da Comunidade Educativa pela natureza e importância do papel do professor Bibliotecário. Contudo, na minha opinião, acho que esta visão redutora de alguns professores que não compreendem o verdadeiro papel da biblioteca escola tem vindo a alterar-se, lentamente.
Concordo também quando referes como oportunidade que a constituição da equipa deve ser com elementos de áreas disciplinares diversificadas. A minha área de formação é a matemática.
No domínio Organização e gestão da BE referes como ponto forte o funcionamento da BE com um horário contínuo com o qual concordo, porque permite que a ela possam aceder utilizadores que de outra forma não o poderiam fazer por incompatibilidade de horário. Porém, acho que os utilizadores continuam a recorrer à BE nos intervalos, havendo uma grande afluência e depois...nos tempos livres, para pesquisar, trabalhar e participar em actividades de leitura, o público é reduzido.
Como fraquezas concordo que a falta de formação do pessoal docente e não docente e de uma equipa estável são obstáculos ao bom funcionamento da BE.
A referência à implementação de uma política de desenvolvimento da colecção no domínio Gestão da colecção não me é estranha pois também a referi. Penso que no teu caso quase concretizada. Este é realmente um documento que muitas BE têm sentido necessidade de desenvolver. Referes também a falta de verba para a renovação e actualização da colecção, no entanto, considero que os catálogos colectivos e o empréstimo inter-concelhio são práticas muito úteis para quando não se tem a tal verba necessária (e que são sempre uma boa prática mesmo que se possuam fundos).
No domínio A BE como espaço de conhecimento e aprendizagem. Trabalho colaborativo e articulado com departamentos e docentes, concordo quando dizes que a BE constitui um espaço de aprendizagem de construção de conhecimento. Quanto ao trabalho colaborativo entre a equipa da BE e as áreas não curriculares também considero que é um ponto forte no meu agrupamento.
Na Formação para a leitura e para as literacias considero importante, como oportunidades, a referência ao PNL, na promoção da leitura, e ao PTE, no desenvolvimento das literacias de informação.
Não referiste nenhuma ameaça no domínio BE e novos ambientes digitais, contudo considero como uma ameaça a resistência de alguns professores em utilizar as novas tecnologias para desenvolver as literacias, provavelmente devido à falta de formação no domínio das TIC.
Em relação à avaliação das BEs concordo contigo quando dizes que “permite verificar pontos fortes e fracos, para implementar acções adequadas às necessidades”. Segundo Ross Tod a biblioteca do século XXI será mais importante pelas acções e evidências do que através da colecção, tecnologia, recursos humanos ou edifícios que detenha.
Considero que uma das vantagens destas tarefas foi o facto de ter observado que os problemas atravessam as BE e são comuns, o que me tranquilizou um pouco, persistindo contudo, a minha vontade de contribuir para a mudança.
Bom trabalho!